
Pai, sou eu, teu filho, teu amor
Volto a tua presença.
Não quero mais me afastar de ti
Andar vazio
Quero encher teu coração de tanta alegria
Até que trasborde o teu coração de gozo
Do teu cálice-coração para o meu.
Desejo ter um vida tal
Que ao proferir as primeiras palavras
“Considera-me um de teus...”
Seja eu interrompido por tua graça
E veja teu rosto arredondado de ternura e compaixão
Pai
Almejo reclinar minha fronte cansada
Em teu colo macio e paternal
Sentir o cheiro do teu manto santo
E na intimidade sussurrar
Te amo!
Desejo muito estar pertinho
E juntinho abraçar-te
Caminhar contigo neste meu caminho
Em profundo amor e gratidão
Pela acolhida, pela casa e pão.
Quem poderia oferecer-me todo este deleite
Volto humildemente à oração
Sinto tua mão afagar-me os cabelos
Leve, sinto leve o coração
Almejo ouvir o som alegre dos folguedos
Pois estava morto e revivi
Estava perdido e fui aqui achado
Pelo teu perdão
Alegremo-nos meu Pai, juntos
Tu em mim e eu muito mais em ti, festejemos...
Hoje, amanhã e sempre
Amém!
Vitória da Conquista, 23 de novembro de 2007.