Esta não é um pergunta tão fácil de ser respondida. Alguns textos nos mostram que o único critério para o batismo é a conversão. Eu diria que este é o critério principal e pode até ser o único.
Mas há um texto nas Escrituras que me leva a pensar que este não deveria ser o único critério.
Em I Coríntios 1.14 o apóstolo Paulo faz uma declaração surpreendente ao afirmar que dava graças a Deus por não ter batizado a grande maioria das pessoas em Corinto. Isto me diz que Paulo além do critério da conversão adotava outros critérios.
Um deles e talvez o segundo mais importante depois da conversão seja o conhecimento das pessoas que serão batizadas. Por algum motivo Paulo batizou apenas uns poucos chegando a mencionar seus nomes indicando assim que eram pessoas do seu circulo de amizade, pessoas que ele de fato conhecia pessoas com o caráter realmente cristão.
Crispo, Gaio e os da casa de Estéfanas eram pessoas tão intimas de Paulo que apesar dele andar pelo mundo evangelizando e conhecendo milhares de irmãos em todos os lugares ele menciona-os, pois os conhece de fato.
O batismo por atacado pode não ser a melhor opção se entendermos que o batismo deve ser criterioso, ser fruto de um discipulado, de uma vivência entre Paulo, o pastor, e Gaio, a ovelha.
Se o critério for o da conversão aliado ao discipulado, ao conhecimento, ao convívio entre o pastor e a ovelha, fruto de um pastoreio individual e não massificado, isso poupará o pastor e o rebanho de enfrentar no futuro os grandes problemas que a igreja de Corinto enfrentou, pois batizaram pessoas que não estavam preparadas para o batismo, alguns até eram diabos que entraram secos e saíram molhados do batistério.
Mas hoje os pastores estão terceirizando o pastoreio, pois estão muito ocupados com o sucesso da “empresa”. Querem apenas contratar mais 100, 200,600, 1000 “funcionários” para cumprir as metas do próximo ano.
Recentemente ouvi de uma pessoa a seguinte declaração: “Eu me batizei pra minha esposa parar de me azucrinar o juízo”
Prefiro batizar apenas “Gaio” e “Crispo” que são pessoas com as quais de fato convivi e tive o privilégio de mergulhá-las no rio da comunhão de minha igreja.
Não fico impressionado com números no meio evangélico, nem números estratosférico de batismos, para mim a igreja evangélica está plantando muito Joio e pouco trigo, o resultado virá na próxima safra.

Um comentário:
"Depois de 25 anos de sacerdócio, descobri-me orando mal, vivendo isolado de outras pessoas e excessivamente preocupado com certas questões que julgava importantes... Algo dentro de mim dizia que meu sucesso estava colocando minha alma em perigo... Acordei certo dia com a sensação de estar vivendo num lugar escuro, e o termo "cauterizado" era uma tradução psicológica conveniente para morte espiritual". Nouwen pediu ao Senhor que lhe mostrasse aonde deveria ir, e ele obedeceria. O Senhor deixou claro que ele deveria abandonar seu cargo prestigioso de professor renomado em uma universidade famosa e juntar-se às comunidades L'Arche para deficientes mentais." (Charles Swindoll)
Pois é pr. Stenio. O que peço a Deus é que todos estes "profissionais do púpito" escutem verdadeiramente ao Senhor. Ou então, peçam demissão e montem sua empresa em outro reino.
Maravilhosa abordagem pr. Stênio.
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