quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Ainda Sobre a Pena de Morte


Sei Que este assunto é bastante delicado e muito polêmico para ser tratado em qualquer ocasião sobretudo entre o natal e o ano novo, mas é devido a seriedade deste assunto e a uma matéria publicada na Veja esta semana que me faz retomar o tem. Tenho expressado aqui no Blog a minha opinião; sou a favor da pena de morte. Tenho recebido e-mails e comentários de pessoas que são contra sob as seguintes argumentações:
· Que a pena de morte não diminui a criminalidade, sobretudo o homicídio.
· Que agora estamos no período da graça e, portanto a lei não se aplica mais.
· Que aquele que está no corredor da morte pode ser inocente.
Bem, vou ficar somente com estas contra argumentações, elas resumem as demais. O problema é que elas não me convenceram ainda.
No meu último artigo sobre o tema em momento nenhum fiz menção a respeito das estatísticas ou resultados da adoção da pena de morte ou não sobre a sociedade. Disse apenas que era um ato justo, ou seja, está baseado na justiça criminal apresentada pela Bíblia e isto independe de resultados.
A pena de morte repara judicialmente o erro cometido pelo transgressor e para mim esta argumentação é a principal e ela independe dos resultados positivos ou negativos sobre a sociedade. Logicamente para que o homicídio seja punido com a pena de morte as provas teriam que ser inquestionáveis para não cometermos injustiça.
Não podemos mudar este e outros princípios de justiça social somente porque os governos humanos hoje são outros, somente porque naquele tempo o governo de Israel era Teocrático, a justiça deve caber em todas as formas de governo, deve servir a todos os estilos de governança, sejam reinos ou repúblicas. A justiça é mais alta que a política e, portanto toda política que não faz justiça paga um preço social enorme.
Pena de morte a meu ver é questão de justiça. Ponto final.
Agora, a justiça quando feita trás benefícios ingentes a sociedade e impede o mal avance. Então poderemos medir também a justiça pelos efeitos sociais que ela confere. Se a prática da justiça otimiza o mal social ou, se seu efeito é neutro então precisamos averiguar a legitimidade de tal lei, é provável que, nestes casos, a injustiça esta travestida em lei.
Caso a justiça, em forma de lei, traga benefícios sociais práticos, avaliados estatisticamente, isto se torna indicio de que esta lei é boa e que a justiça de fato está sendo feita.
A revista New York Times publicou recentemente uma reportagem afirmando que para cada criminoso condenado à morte, ocorrem de três a dezoito assassinatos a menos. E esta estatística é resultado de uma série de estudos realizados na última década.
Eles descobriram que, nos lugares em que a pena de morte foi aplicada com mais freqüência e com mais rapidez, como no Texas, a taxa de homicídios caiu de maneira acentuada.
Há sim uma correlação direta entre a pena de morte e o número de assassinatos. Cada execução acaba salvando cinco pessoas, pelas contas do economista H. Naci Mocan.
No Brasil este ano foram 44.663 assassinatos. Esta na hora de repensarmos a nossa justiça social. Se a lei da pena de morte faz justiça e diminui a criminalidade como seria má?

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Terremotos no Brasil?


Foi o tempo em que o Brasil era território neutro, livre dos abalos císmicos, no dia 9 deste mês um terremoto destruiu o povoado de Caraíbas no município mineiro de Itacarambi, a 662 quilômetros de Belo Horizonte. A queda de uma parede matou uma menina de cinco anos de idade, foi a primeira morte por terremoto no Brasil.


O terremoto em Caraíbas teve magnitude de 4,9 pontos na escala Richter e a energia liberada foi equivalente à explosão de duas bombas atômicas com a que destrui Hiroshima.


O aumento do número e da intensidade dos terremotos nos últimos anos deveria servir para sacudir também o íntimo dos seres humanos, para que se libertassem, ainda em tempo, de sua inércia espiritual.
Não passa um mês sem que tomemos conhecimento de algum terremoto significativo, de grandes proporções. E isso porque os tremores menores, que também causam extensos danos e muita apreensão, não são sequer noticiados.
Estima-se que ocorram a cada ano cerca de 500 mil tremores em todo o globo, havendo quem fale até de 1 milhão de sismos, dos quais 100 mil são percebidos pelas pessoas com seus próprios sentidos, e pelo menos mil causam danos. A Terra está tremendo sem parar, o que nada de bom significa para os seres humanos. Um retrato disso pode ser visto na figura abaixo, montada pelos pesquisadores russos Denis Mischin e Alex Chulkov, que mostra os terremotos com magnitude superior a 4 graus na Escala Richter que sacudiram o planeta de janeiro de 1989 a setembro de 1997 (a cor indica a profundidade do epicentro).
Em todo o século 19 ocorreram 41 grandes terremotos, acarretando pouco mais de 350 mil mortes. No século 20 até maio de 1997, já haviam ocorrido 96 grandes terremotos, que provocaram a morte de mais de 2 milhões e 150 mil pessoas (1).
Observa-se que com exceção da década de 50, todas as outras décadas do século 20 tiveram maior número de grandes terremotos quando comparadas às atividades sísmicas no planeta de cem anos atrás. Mesmo fazendo-se uso de outros critérios ou fontes, o aumento do número de terremotos em todo o mundo é um fato inquestionável. Uma pesquisadora americana, Sarah Davies, formulou as seguintes perguntas a um grupo de especialistas da área, através da internet: “Está havendo um aumento na incidência de terremotos em todo o mundo neste século? Caso existam registros antigos, esse aumento tem-se verificado ao longo dos últimos 200 anos?”
Quem respondeu à questão de Sarah foi o vulcanologista Steve Mattox, da Universidade de Dakota do Norte. Ele disse que seria melhor fazer uma análise da incidência apenas dos maiores terremotos já ocorridos, a fim de reduzir a dependência de observadores e do instrumental de medição. Segundo ele, na primeira metade do século 20 houve 15 terremotos desse tipo (de intensidade extrema), e na segunda metade haviam ocorrido até então 20 desses terremotos. Já em todo o século 19 registraram-se apenas 7 terremotos extremos (2). O Dr. Steve conclui: “Baseando-se nessa rápida análise de uma única fonte de informação, parece que a freqüência de terremotos está aumentando. A grande questão é o porquê disso” (grifo meu).
Além da freqüência aumentada, verifica-se também um crescimento da intensidade dos terremotos, alguns deles tornando-se até momentaneamente famosos em razão da destruição e do número de mortes, como os da Guatemala (1 milhão de desabrigados), da China (750 mil mortos) em 1976, do México em 1985 e do Japão em 1995. Infelizmente, também essas grandes catástrofes acabam sendo esquecidas após um maior ou menor tempo, transformando-se em meras curiosidades históricas.
Em 31 de maio de 1970, por exemplo, houve uma catástrofe no Peru sem paralelo na história humana até o presente (abril de 1998), com a possível exceção talvez da destruição da cidade de Pompéia, no ano 79 d.C., soterrada pela erupção do Vesúvio. Naquele dia, um sismo violentíssimo numa região costeira do país – que, segundo estimativas, teria atingido 9 graus na escala Richter (ou próximo disso) – aliado à ação de um fenômeno pouco conhecido na época, o Efeito Estufa, fez desabar o pico norte do nevado de Huascarán, na Cordilheira dos Andes, situado a 14,5 quilômetros de um importante centro econômico: a cidade de Yungay. Em menos de três minutos Yungay foi soterrada por uma massa de gelo e entulho deslocando-se à velocidade de 330 km/h. Estima-se que pelo menos 30 mil pessoas morreram, soterradas por uma camada de 27 milhões de metros cúbicos de entulho, com espessura variando de quatro a dez metros. A repercussão desse extraordinário acontecimento foi, porém, muito pequena; primeiro porque aconteceu num país do Terceiro Mundo, mas principalmente porque naquele dia estava sendo aberta a Copa do Mundo de Futebol…
Vamos ver agora como se dá o aumento da incidência de terremotos em algumas partes do mundo. Nos primeiros 40 anos do século 20 (de 1900 a 1939), ocorreram 974 terremotos na região. Nos 40 anos seguintes (de 1940 a 1979), ocorreram 3.572 terremotos, quase 4 vezes mais que no primeiro período. Nas décadas de 60 e 70 houve 2.758 terremotos, quase mil a mais que nos 60 anos anteriores (1.788 terremotos).
Esses números são apenas uma amostragem do que vem ocorrendo no mundo todo e demonstram de maneira inequívoca que a humanidade, agora, não tem mais “o solo firme sob os pés”.

Pastelão Católico


A greve de fome do bispo Flávio Cappio contra a transposição do Rio São Francismo é um ato impensado, uma estratégia que não deu certo nem para o Garotinho nem para Flávio Cappio. Tanto o evangélico Garotinho quanto para o católico fraciscano foram duramente castigados com comentários da emprensa brasileira. No caso do bispo Flávio de Cappio o jornalista André Petry chamou a atitude de "maiúscula palhaçada".

A CNBB, entidade que reune a nata do clero católico, não se deu conta que depois de Garotinho esta estratégia não cola mais e conclamou os católicos de boa vontade a repetir o gesto do bispo em solidariedade a ele. Os jornalistas observaram que nenhum bispo da CNBB fez greve de fome. Deixaram o bispo pagar o pato sozinho.

O pastelão católico e o evangélico na verdade foi inspirado em Gandi, que fez greve de fome com fins pacificos e por uma causa realmente justa.

Será que o bispo por ser franciscano, seguidor de São Francisco, entendeu que o rio São Francisco pertence ao catolicismo pelo direito do nome?!? Seria o cúmulo da idiotice.



Mosaico Evangélico


O pastor Ed René Kivitz fez o seguinte comentário a respeito do evangelho no Brasil: "O evangelho dos evangélicos é uma mistura de catolicismo medieval, religiosidade afro e protestantismo fundamentalista.” Ou seja, o sincretismo religioso que condenamos tanto, não acontece somente fora do arraial evangélico ele está presente em muitas igrejas evangélicas no Brasil.

Bruno Lossato é professor da Universidade de Wharton, nos Estados Unidos e um comentário dele me chamou atenção: “Quanto mais as pessoas são incultas, mais elas obedecem a slogans e melhor se pode manipulá-las e sujeitá-las”. Fiquei pensando na falta de cultura bíblica de nossos dias, os crentes que no passado eram chamados de “Bíblias” hoje não merecem mais este apelido. O conhecimento bíblico está em baixa até mesmo entre pastores. Por falta de conhecimento e por tanto de um senso crítico nosso povo não sabe mais discernir o certo e o errado e se torna presa fácil na mão de vilões travestidos de pastores.

O Bispo Macêdo é um grande empresário e seu império cresce a cada dia, o bispo empresário não só alavancou a Record com o dinheiro dado por seus fiéis, agora pretende dar um gás na Folha Universal. O objetivo é subir a tiragem de 2,3 milhões de exemplares para 5 milhões num prazo de um ano. Para rodar esta quantidade de exemplares, a Igreja Universal deve gastar algo como 2,2 milhões de reais por semana. O Senhor Jesus bem que nos advertiu: “Farão comércio de vós”.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

O SUPREMO SER

Vai parecer um pouco estranho começar uma meditação bíblica sem olharmos para as Escrituras, mas por razões pedagógicas tenham um pouquinho de paciência. Vamos imaginar alguém que fosse o maioral sobre todos os seres que existem e outros que já existiram e sobre aqueles que ainda hão de existir, alguém que se destacasse sobre todos os demais como ser, como pessoa, alguém que fizesse dos demais seres apenas coadjuvantes da história universal.
Bem, lógico, esta pessoa teria características que nenhum outro ser pudesse ter, traços que não poderiam ser comparados com os demais seres quer humanos quer celestiais. E quais seriam os balizamentos que poderíamos adotar para afirmar contundentemente que este ser é o Supremo Ser.
Primeiro, teríamos de pensar na população do reino celestial. Este ser supremo tem que se sobressair dentre anjos, arcanjos e toda a milícia celestial porque se houver um ser celestial que seja comparado ao nosso personagem ele deixa de ser supremo na sua existência.
Segundo, um outro parâmetro seria o reino humano, dentre o mundo dos homens em todos os períodos da história este nosso Personagem “imaginário” seria O HUMANO, de maneira que o homem mais sublime que já pisou o planeta seria um anão se comparado a Ele.
Um terceiro critério que poderíamos fazer uso seria o critério do status. ALGUÉM tão grande, que é o maioral no reino humano teria que se assentar no trono da humanidade e governar o planeta, algo que até agora nenhum líder político na história geral conseguiu fazer. Alguém que governe todos os grandes países, nações e todos os pequenos povos e pequenas culturas da terra.
Um quarto e último critério, teríamos de imaginar que este SER teria uma existência sui generis, alguém que não pode ser comparado com nenhum outro ser em duração de vida, alguém cuja a existência seria eterna para superar todos os demais, até mesmo os seres angelicais que não morrem como os seres humanos.
Isto posto, precisamos amarrar as quatro pontas da nossa conjectura, ou seja, qualquer um dos quatro critérios mencionados se não tiverem o seu aplicativo neste SER em questão torna-o um ser abaixo do SUPREMO SER.
Por exemplo, se nosso protagonista “imaginário” for maior do que os seres celestiais e humanos e estiver assentado no trono do universo mas se sua exitência for limitada pelo tempo, por maior que seja este tempo, este ser não é aquele SER SUPREMO que estamos procurando.
Pois então, façamos o teste dos quatro critérios no menino Jesus e vejamos se Ele é o SER SUPREMO que procuramos para adorá-lo
Disse o anjo Gabriel em Lucas 1.32,33: “Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo e Ele se assentará no trono de Davi, seu pai, e reinará sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim”
O anjo Gabriel anuncia a Maria que o menino Jesus seria grande: “Este será grande”.
O CRITÉRIO DA DIVINDADE
O anjo apresenta Cristo como “filho do Altíssimo”,
Não há um ser maior do que Deus, logo Cristo é Deus, e está acima de todos os seres celestiais.
Ele é chamado “Filho do Altíssimo” porque não há outro ser maior que Ele.
O profeta Isaías 40.18,25 diz: “A quem pois fareis semelhante a Deus? Com que imagem o comparareis?...A quem me fareis semelhante, para que lhe seja semelhante?
Em Isaías 46.5 lemos: “A quem me fareis semelhante, e com quem me igualareis? A quem me comparareis para que sejamos semelhantes?”
Os seres angelicais com maior envergadura são anões se comparados ao Altíssimo.
O Salmo 89.6 pergunta: “Quem no céu se pode igualar ao Senhor? Quem é semelhante”
Isaías 66.1 diz que o Kosmos é o seu trono e a Terra o estrado dos seus pés.
“Assim diz o Senhor, o céu é o meu trono e a terra o estrado dos meus pés.”
O Universo com todos os seus bilhões de galáxiais não passa de um lugar onde Deus se assenta para governar.
A grandeza de Saul foi medida pelo ombro, pois em Israel não havia homem que sobressaísse sobre Saul do ombro pra cima. A grandeza de Deus é imaginada pelos seus pés, a parte mais baixa do corpo, lógico apenas uma figura de linguagem para que tenhamos um pequeno lance da sua grandeza.
A grandeza de Deus é medida pelo pé!
O CRITÉRIO DA HUMANIDADE
Neste item Jesus é filho de Davi segundo o texto. Ele está assentado no trono da humanidade. Ele não é apenas um humano, mas um humano perfeito, ou perfeitamente humano.
Ele é glorioso na sua humanidade pois o apóstolo João nos diz: “E o verbo se fez carne e habitou entre nós e vimos a sua glória...”
Até então Davi era o protótipo do ser humano mais completo, o que de melhor tínhamos em termos de humanidade.
Mas quando Jesus nasceu, tomou o lugar no trono da humanidade.
Em Atos 13.22,23 diz: “Achei a Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que lhe fará toda a minha vontade. Da descendência deste, conforme a promessa, trouxe Deus a Israel o Salvador, que é Jesus”
De maneira que nem Davi com toda a sua humanidade sublime pôde ser comparado a humanidade de Jesus. Jesus passa então pelo segundo critério.
O CRITÉRIO DO STATUS
Se este for grande, deve ocupar alguma posição política de destaque.
Ele deve ser um governante mundial!
Diz o texto que Ele “reinará na casa de Jacó”.
O texto não diz “sobre a casa de Jacó” mas “na casa de Jacó” que é Israel.
Israel será o país-sede do seu governo mundial. Este aspecto da sua grandeza é para nós escatológico.
Isaías profetizou: “O Governo está sobre os seus ombros;...para que se aumente o seu governo e venha paz sem fim” (9.6,7)
O profeta Miquéias diz: “O Senhor reinará sobre eles no monte Sião” (4.7)
Isaías 24.23 nos diz: “Quando o Senhor dos Exército reinar no monte Sião e em Jerusalém, perante os seus anciãos haverá glória
Falando de Israel Isaías diz: “Sobre ti aparecerá resplandecente o Senhor, e a sua glória se vê sobre ti,...as nações se encaminharão para a tua luz, e os reis para o resplendor que te nasceu” (60.2,3)
Em Miquéias 4.1,2 diz: “...Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião procederá a lei, e a palavra do Senhor de Jerusalém”
Jeremias escreve: “Naquele tempo chamarão Jerusalém do trono do Senhor nela se reunirão todas as nações em nome do Senhor, e já não andarão segundo a dureza do seu coração maligno” (Jr 3.17)
Baseado nestes textos podemos verificar que Cristo reinará brevemente tendo Israel com país-sede do seu Governo e Jerusalém como capital-sede. Apartir de Jerusalém Ele governará o mundo no período milenial.
Cristo então escatologicamente passa no terceiro critério.
O CRITÉRIO DA EXISTÊNCIA
Se Ele de fato é grande deve superar todos os demais seres em termo de existência.
“...e o seu reino não terá fim”
A grandeza de Oscar Niemeyer não está apenas nas suas obras arquitetônicas, mas o mundo celebrou também a sua longevidade quando ele completou cem anos de existência. Ora se o mundo honra um homem que durou 100 anos e se aplicou apenas a uma área da existência humana, quão maior será a honra daquele que reinará eternamente sobre a política, a moral, a ética, a economia bem como assim todas as demais áreas da existência humana.
O anjo Gabriel estava certo ao afirmar que Ele seria grande, o maioral de todos, O SER SUPREMO estava ali deitado num coxo forrado de capim, envolto em panos, rostinho infante, gengiva a amostra, olhinhos redondos, quem iria imaginar que O SER SUPREMO sorria inocentemente nos braços ternos de Maria?

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Feliz Natal!


Meus Amigos Desejo a Todos um Feliz Natal!

Que a Graça de Cristo ilumine os Vossos Corações.

As Melhores Coisas Acontecem pela Graça


Nossa reflexão está baseada no texto natalino de Lucas 1.26-38 que narra o anuncio do Anjo Gabriel a Maria. Uma pergunta nasceu em meu coração enquanto lia o texto.
Maria foi escolhida dentre as mulheres para ser a mãe do menino Jesus. Por que Maria? Quais foram os méritos de Maria?
· Sua pureza virginal?
· Seu caráter cristão?
· Sua linhagem Davidica?
O anjo Gabriel nos dá a resposta a estas perguntas!
“Salve, agraciada!” – Foram as primeiras palavras do anjo Gabriel. V.28
“Disse-lhe então o anjo: Maria não temas, achaste graça diante de Deus.” V.30
Graça, sabemos, significa dom imerecido, para nossa surpresa o anjo Gabriel na sua saudação estava dizendo a Maria que algo extraordinário aconteceria sem mérito algum da parte dela, somente pelos méritos divinos!
A graça amigos, é algo não meritório, e se houver um grão de mérito então já não é graça. Maria não tinha nem mesmo uma fagulha de mérito por ser escolhida mãe do menino Jesus
Isso fere profundamente o conceito católico a respeito da pessoa de Maria, pois a compreensão que o catolicismo tem é que a base da escolha foi meritória pela via da santidade e não pela via da graça.
Maria no conceito católico é tão santa que atingiu o status de divindade.
Ave Maria cheia de graçaO senhor é convoscoBendita sois vósEntre as mulheresE bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.Santa Maria, mãe de Deus,Rogai por nós pecadoresAgora e na hora de nossa morte, Amém!
Da Ave Maria precisamos destacar que Gabriel não enaltece a santidade de Maria e sim a graça de Deus na sua saudação: “Salve! Agraciada...”
Segundo, Precisamos entender que Maria é bendita entre as mulheres e não entre a trindade. Mesmo porque a trindade é composta de três pessoas, é um grupo fechado, portanto não podemos aferir a Maria o status de divindade. Ela não é intercessora como Cristo.
Terceiro, precisamos entender que Maria não é mãe de Deus, pois Jesus como Deus não tinha mãe e como homem não teve Pai porque foi gerado pelo Espírito Santo e não por José.
O catolicismo deturpou tanto o conceito de graça que a tornou meritória: “Eu mereço receber esta graça” ou “eu recebi esta graça porque participei de uma novena” ou ainda “eu recebi esta graça porque rezei três Ave-Marias e sete Pai-Nossos”. Ora receber uma graça por mérito é a antítese da graça divina.
Mas creio que Maria cheia de Graça fere também o conceito evangélico.
Primeiro, porque para muitos evangélicos a bênção só acontece por meio de barganha, da troca, da corrente, por meio de algum sistema que me torne favorável aos olhos de Deus.
Segundo, para muitos evangélicos até a salvação é meritória pois eles a perdem se não andarem em santidade. A perda da salvação é uma doutrina que nada tem haver com a graça de Deus. A salvação não pode ser uma dádiva que se perde se eu não me comportar adequadamente, isso não é graça.
“Por que pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós (graça) é dom de Deus(graça), não vem das obras (meritória) para que ninguém se glorie (pelo mérito)”
Nunca ouve e jamais haverá uma graça maior do que a salvação, todas as demais graças são grãos de areia se comparados com a graça da salvação e esta nos veio sem méritos. A graça da Salvação é tão grande que abre as portas para recebermos todas as demais graças através dela.
“Aquele que não poupou a seu próprio filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com Ele todas as coisas” Romanos 8.32
Tenho dito para Deus que ainda que nenhuma outra graça maravilhosa, extraordinária me aconteça estou satisfeito pois já recebi a maior de todas as graças e por ela vivo e nela espero pois ela me trará sem que haja barganhas da minha parte.
A graça me liberta do evangelho atual que barganha com Deus
Primeiro porque quando eu vivo debaixo da graça de Deus os acontecimentos mais sublimes me vem sem que eu almejasse. Eles acontecem pela iniciativa de Deus.
Maria não esperava ser tão grandemente abençoada. Não fez novena, nem corrente, nem comprou a rosa ungida, nem recebeu a oração dos 318 pastores e nem foi a um dos templos da Universal.
A graça me permite viver despretensiosamente e quanto mais eu me torno despretensioso mais agraciado sou, quando mais pretensioso menos agraciado.
Meus amigos as melhores coisas que me aconteceram na vida foi por mim não imaginado!
Em segundo lugar não há barganhas porque os atos da graça de Deus tem hora marcada: “No sexto mês o anjo Gabriel...” Milagres de hora marcada por mim não são milagres divinos! A graça é sincronizada por Deus e não por mim.
Terceira razão do porque não se pode barganhar com a graça é que seus atos tem lugar certo para acontecer.
“No sexto mês foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré”
A graça conhece o seu endereço. Ela nos visita quando quer e como quer.
Como disse, as melhores coisas que me aconteceram eu não planejei!
· Ter uma avó crente que foi a razão da minha conversão.
· Ter conhecido minha esposa quando eu não fazia planos de me casar.
· Ser chamado para o ministério pastoral quando eu era apenas uma ovelha na Igreja Batista do Alecrim. Estou no ministério pela graça de Deus
Em quarto lugar afirmo que a graça tem uma saudação estranha!
“Salve agraciada! O Senhor é contigo. Bendito és tu entre as mulheres” 28
“Porém ela se perturbou muito com estas palavras, e considerava que saudação seria essa” 29
A saudação da graça é amedrontadora. Maria não se assusta com a aparição do anjo, mas com a saudação da graça. Maria não imaginava o quanto Deus a estimava. Você talvez não imagine o quanto Deus o ama!
Termino mostrando a você as coisas que a graça de Deus faz por nós.
1. A graça faz o impossível acontecer. Faz à virgem dar a luz!
2. A graça me apresenta um Deus que é meu amigo mesmo, não é conversa fiada. “O Senhor é contigo..”, “Se Deus é por nós quem será contra nós?”
3. A graça te livra de toda a maldição. “Bendita sois vós entre as mulheres”
A teologia da Maldição é contra a graça e a favor da des-graça.
Vivamos debaixo da graça de Deus!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

O Leão Virou Papai Noel


Este é o título da capa da revista Veja desta semana falando sobre a queda da CPMF, o “imposto do cheque” que gerou a súbita retirada de 40 milhões de reais das previsões de arrecadação, cerca de 7% da receita fiscal para 2008.
A sigla CPMF significa Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira e este tributo recolhe para o governo 0,38% de todos os saques, depósitos e transferências bancárias
Política e Economia são assuntos que entendo muito pouco mas vou tentar examinar este assunto a luz do bom senso. Bem, os analistas internacionais dizem que qualquer taxa acima de 30% é confiscatória. No Brasil a carga tributária é de quase 40%, um absurdo se comparado a outros países.
O imposto de renda é importante pois é transformado em educação, saúde e habitação; escolas e universidades, hospitais e casas populares. Nós sabemos que o Governo gasta mal o dinheiro arrecadado e o corte da CPMF é uma maneira de forçar o Estado a organizar suas finanças.
Creio que o dinheiro depositado nos cofres público é tão sagrado quando o dinheiro depositado nas urnas das igrejas, em ofertas a Deus, pois Jesus nos ensina a “dar a César (imposto) o que é de César e a Deus o que é de Deus (dízimo).
Um é o dízimo da cidadania, e o outro é o dízimo da vida cristã e ambos o dízimo da fraternidade universal.
Muitos crentes dão a César o que é de César, mas não dão a Deus o que é de Deus. Outros dão a Deus o que é de Deus, mas não dão a César, sonegam César, burlam César com muitas desculpas e falcatruas. E há muitos que devido estarem na economia informal, que hoje no Brasil chega a 40%, nem moedas jogam no prato do César.
Mas o pior é aquele que nem dá a César e nem a Deus, são camelôs da vida pública e do Reino de Deus. Não entendem o quão sagrado é dar o dízimo e pagar os impostos.
Qualquer um que se recuse a dar tanto a César quanto a Deus, é réu de sublevação, conspira contra ordem social e espiritual e compromete o desenvolvimento e o progresso da sociedade rumo a liberdade e o crescimento do Reino de Deus.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Batismo por Atacado ou no Varejo?


Esta não é um pergunta tão fácil de ser respondida. Alguns textos nos mostram que o único critério para o batismo é a conversão. Eu diria que este é o critério principal e pode até ser o único.
Mas há um texto nas Escrituras que me leva a pensar que este não deveria ser o único critério.

Em I Coríntios 1.14 o apóstolo Paulo faz uma declaração surpreendente ao afirmar que dava graças a Deus por não ter batizado a grande maioria das pessoas em Corinto. Isto me diz que Paulo além do critério da conversão adotava outros critérios.
Um deles e talvez o segundo mais importante depois da conversão seja o conhecimento das pessoas que serão batizadas. Por algum motivo Paulo batizou apenas uns poucos chegando a mencionar seus nomes indicando assim que eram pessoas do seu circulo de amizade, pessoas que ele de fato conhecia pessoas com o caráter realmente cristão.

Crispo, Gaio e os da casa de Estéfanas eram pessoas tão intimas de Paulo que apesar dele andar pelo mundo evangelizando e conhecendo milhares de irmãos em todos os lugares ele menciona-os, pois os conhece de fato.
O batismo por atacado pode não ser a melhor opção se entendermos que o batismo deve ser criterioso, ser fruto de um discipulado, de uma vivência entre Paulo, o pastor, e Gaio, a ovelha.

Se o critério for o da conversão aliado ao discipulado, ao conhecimento, ao convívio entre o pastor e a ovelha, fruto de um pastoreio individual e não massificado, isso poupará o pastor e o rebanho de enfrentar no futuro os grandes problemas que a igreja de Corinto enfrentou, pois batizaram pessoas que não estavam preparadas para o batismo, alguns até eram diabos que entraram secos e saíram molhados do batistério.

Mas hoje os pastores estão terceirizando o pastoreio, pois estão muito ocupados com o sucesso da “empresa”. Querem apenas contratar mais 100, 200,600, 1000 “funcionários” para cumprir as metas do próximo ano.
Recentemente ouvi de uma pessoa a seguinte declaração: “Eu me batizei pra minha esposa parar de me azucrinar o juízo”

Prefiro batizar apenas “Gaio” e “Crispo” que são pessoas com as quais de fato convivi e tive o privilégio de mergulhá-las no rio da comunhão de minha igreja.

Não fico impressionado com números no meio evangélico, nem números estratosférico de batismos, para mim a igreja evangélica está plantando muito Joio e pouco trigo, o resultado virá na próxima safra.

Feliz Natal pra Quem Não se Resolveu AINDA!


Espero que você entenda o título de nossa reflexão. Costumamos dizer a respeito daquelas pessoas que estão perdidas existencialmente, que não se descobriram ainda ou não descobriram a razão ou até mesmo sua missão de vida. É isto que desejo expressar e desejar a você que ainda está nesta condição, um feliz natal, há um lugar pra você no cenário do menino Jesus.

José passou por esta experiência, ele passa por uma crise circunstancial, momentânea que quase se eternizou numa crise existencial, toda crise é a ambiência onde Deus revela a nossa missão. Foi isso que se deu com José.
Esta primeira fase chamada crise pode se eternizar caso você não a entenda e não a acolha como parte do plano de Deus.

Quando isso acontece você pode ficar nesta fase durante anos e a crise variando apenas na intensidade o estilo a circunstância e até mesmo ficando cada vez mais grave.

Você não vai encontrar a sua missão de vida em outra situação, pois é assim que Deus age e sempre agiu.
Na crise você precisa aceitar o plano de Deus para poder mudar de fase, para poder passar pro próximo estágio, a próxima etapa do plano de Deus.
José é um exemplo porque rapidamente ele se adequou, ele se submeteu e passou para a próxima etapa. A missão toda dependia dessa mudança de atitude para com o infortúnio. Por isso encontramos José calmo, tranqüilo, seu interior foi apaziguado por que ele em meio a crise descobriu sua razão de ser.
Uma outra observação que podemos fazer foi quando Jesus nasceu, vieram os magos. Os magos vem para reafirmar os planos de Deus no coração de Maria e José, de maneira que diz o texto que Maria guardava no coração o que os magos diziam.
Os magos representam a igreja.
A comunhão com os magos tem tudo haver com a direção de Deus pra minha vida.
Sem comunhão com a igreja você não tem estas confirmações e fica na incerteza, as pessoas sem igreja se perdem na direção da existência.
Os magos trazerem seus presentes para o menino Jesus, eles ofertaram a José e Maria uma confirmação psicológica indispensável, pois a natureza humana é frágil no que tange a mudanças de direção e carece de confirmações de amigos e irmãos. Irmãos são presentes da graça de Deus que reafirmam a fé e o caminho dentro de nós.
Nossas casas precisam dos magos, das palavras dos magos, das ofertas dos magos, do carinho dos magos, da conversa com os magos...

Mas segundo o texto os magos se vão, cumprem seu papel, eles saem de cena. A crise passou e tudo está fundamentado no coração de José e Maria, agora vem segunda fase.
Deus preparou o coração de José para as mudanças que se seguem, pois a vida cristã é feita de mudanças, são mudanças que dão lugar a outras mudanças e assim sucessivamente.
E a primeira providência divina é tirar José do lugar comum, do conforto, do conhecido para o desconhecido.
José terá de conviver numa outra cultura, numa outra ambiência, ter novos vizinhos, conhecer novos lugares...arrumar as malas e partir para o Egito.
Já diz a música de Belchior: “O novo sempre vem”, assim é a vida cristã!
Terá de atravessar os limites, fronteiras nunca antes atravessadas. Lugares nunca dantes devassados, conhecer uma nova geografia.
Um novo relacionamento amoroso surge.
Um novo trabalho que te leve além das fronteiras apertadas.
Você sai da enseada e se lança ao mar enfrentando piratas e aventureiros.
Escute, guarde isso no coração; Todo mundo que diante dos desafios de Deus resolveu ficar na enseada, nunca soube o que é a aventura cristã, nunca fez a vontade de Deus.


Agora, como acontecerem estas orientações? As orientações de Deus aconteceram no repouso de José. Deus espera que a agitação o frenesi de lugar ao repouso, e enquanto José descansa Deus fala através de um anjo.
No silêncio da noite Deus segreda, Deus orienta.
No descanso Deus revela a missão de vida de José!
“Depois que partiram os magos, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e lhe disse: Levanta-se, toma o menino e sua mãe e fuja para o Egito. Fique lá até que eu lhe diga...”
Nós precisamos aprender a descansar no Senhor no Senhor em meio a tormenta.
Os discípulos de Jesus enfrentaram certa feita o mar encapelado da Galiléia, e diz o texto que eles gritaram como meninos, homens afeitos ao mar, pescadores, estavam amedrontados e Jesus então vinha “surfando” sobre as ondas para socorrê-los, mas eles gritaram: “É um fantasma!” Nós é que sempre pioramos as coisas, já não bastava o mar encapelado e eles virão um fantasma! Jesus então lhes falou: Sou Eu, não temais! Com estas palavras Jesus amainou o mar interior que estava mais tempestuoso que o mar da Galiléia. Se o mar a nossa volta estiver encapelado, mesmo assim podemos confiar que Jesus está conosco e primeiro manda que o vento e o mar se aquiete em nossos corações para que, quem sabe, depois o mar a nossa volta fique sossegado.
José agora com o mar de dentro calmo põe em prática as orientações de vida tão necessárias para o sucesso da missão.
José se levantou. Primeiro você precisa se levantar e não ficar esperando que Deus te levante! Ele espera que você tome a iniciativa.
Segundo, José não protelou a missão, diz o texto que ele saiu de madrugada.
Terceiro ele obedece tintim-por-tintim, obedece plenamente, não faz uma coisa e deixa outra
· Deus disse: Levanta-te e José se levantou.
· Deus disse: Toma o menino e ele tomou.
· Deus disse: Toma a mãe e ele tomou.
· Deus disse: Vai para o Egito e ele foi.
Nenhum item ficou de fora!
· Deus diz: Eu quero que você seja professor da EBD e você foge.
· Deus diz: Eu quero que você cuide das crianças e você começa e para.
· Deus diz: Eu quero que você vá para seminário e você protela.
· Deus diz: Eu quero que você converse com o pastor e você nem telefona.
· Deus diz: Você precisa orientar seus filhos e você recua.
· Deus diz: Você precisa se firmar na igreja e você abandona sua congregação.
Não é a toa que a crise se tornou existencial.
Hoje Deus está chamando você que não resolveu a sua vida cristã por que está em crise a descansar.
Por uma razão existencial. Se eu não resolver com Deus a minha crise eu posso perder o time. O time é aquele momento em que Deus queria me usar de maneira tremenda e eu deixei passar...
Eu posso por em risco a missão de Deus na minha vida.
E por não ter cumprido a missão eu posso sofrer mais na frente na mão de Herodes, eu preciso acabar com as queixas hoje.
Levante-se!
Não aceite a decretação da desgraça!
Feliz Natal!


quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

O Que é Melhor do que Conquistar uma Cidade?


“...mais vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade” (Pv 16.32)
Um grande número de evangélicos brasileiros estão sonhando em conquistar suas cidades para Jesus Cristo e quando li este texto não pude deixar de pensar neles e comecei a perguntar porque controlar o mundo interior vale mais do que conquistar este espaço geográfico e social para o Senhor Jesus?
Não posso deixar de concluir que o mundo interior é muito mais complexo que as complexidades de uma grande cidade.
Multiplicidade de desejos, carências, enfermidades psicológicas, patologias emocionais, hábitos pecaminosos, pensamentos enganosos, mitos introjetados desde a infância, fraquezas as mais diversas, bloqueios internalizados e uma infinidade de vias pecaminosas que vão mapeando toda a alma enfeando todo a existência.
Nenhuma cidade, por mais problemática que seja, se compara a complexidade que habita um ser humano e que precisa ser administrada.
Conquistar a cidade é infinitamente mais fácil que gestar o espírito.
A motivação de conquistar uma cidade pode até mesmo ser fruto de pessoas que não conseguem conquistar a si mesmas e por serem facilmente auto-enganadas - por suas motivações interiores, por seus psiquismos ideológicos, pelas falácias doutrinárias que foram abrigadas no íntimo e que corroboram para o auto-engano - procuram conquitar algo fora delas mesmas para provar ao mundo que conquistaram a si mesmas. É complicado assim mesmo.
E a cidade que está sendo conquistada, pelo menos na retina coberta pela catarata ideológica, aumenta ainda mais o auto-engano pois confere ao meu espírito a falsa sensação do equilíbrio interior e o meu psicodelismo é reafirmado e eu então profetizo ainda mais, pra mim mesmo, que a cidade é do Senhor Jesus.
Estou ciente que Deus não vai me perguntar se eu conquistei minha cidade para o Senhor Jesus. Ele vai me perguntar se a minha cidadela interior foi conquistada pelo Senhor Jesus, se o auto-controle, fruto do Espírito de Cristo, foi diariamente pacificando e equilibrando e tornando saudável o meu mundo interior. Controlar um espírito materialista é mais difícil diante de uma vitrine, controlar um desejo adultero latente é mais difícil, controlar um vício, uma pulsão, uma tara, controlar a palavra, controlar a profecia fruto de minha imaginação, controlar-me diante da internet no meu escritório é infinitamente mais difícil do que controlar a cidade pois ela se torna um povoado, uma oca, diante do kosmos interior onde gravitacionam todas estas forças, essas vontades.

Conquistar uma cidade depende de uma espiritualidade que guerreia, controlar o espírito se faz sem alarde, com paz interior, no silêncio da alma que toma seu próprio pulso, que se auto-examina e averigua as motivações do coração.
Quem quer conquistar uma cidade tende a olhar mais pra fora e não para dentro de si mesmo e ter auto-consciência. Não percebe a trave no próprio olho mais encherga o cisco social.
Quem quer conquistar uma cidade terá que investir seu tempo e esforços nas seguintes estratégias mencionadas pelo pastor Ed René Kivitz:
1. Liderança Personalista. Ocorre uma idolatria sutil que abre espaço para que outra pessoa além de Cristo se torne o alvo da devoção.
2. Ministração a massa sem rosto. Ministérios institucionalizados estão voltados para o crescimento numérico como estratégia para atingir um número maior ainda, a população da cidade. Parece que os líderes se satisfazem ao dizer que “gente do Brasil inteiro nos escreve”.
3. Busca da presença na mídia. Mostra a cara diferente do tipo “nós não somos iguais aos outros, venha para a nossa igreja”. Há uma necessidade de encontrar uma vitrine onde a instituição pode ser vista.
4. Projetos ministeriais impessoais. Medem o êxito pela conquista do que o dinheiro pode comprar.
5. Apelos financeiros exagerados. As pessoas aos poucos deixam de ser rebanhos e passam a ser malas-diretas, mantenedores, parceiros do empreendimento.
6. Rede de relacionamentos funcionais. As relações deixam de ser afetivas e passam a ser funcionais. Já não existe mais o José, apenas o tesoureiro.
7. Forte presença de conteúdos simbólicos. A institucionalização é adensada por símbolos, hinos, uniformes, escudos, bandeiras, slogans, logotipos, campanhas, enfim, componentes de amarração psíquica e mentalidade uniforme segundo a qual o grupo se sobrepõe ao indivíduo e a instituição esmaga a identidade.
8. Ausência de liberdade às expressões individuais. Todos brincam de “tudo o que o mestre mandar faremos todos, se não fizer levaremos bolos”, e inconscientemente acabam se vestindo da mesma maneira, usando o vocabulário, gestos e linguagem não verbais. Todos se tornam sodadinhos uniformizados.
9. Falta de preocupação com o discipulado. Ministérios institucionalizados não se preocupam em transformar vidas de dentro pra fora, querem mesmo é conquistar o mundo e organizar uma sede internacional.
10. Proclamação utilitarista. Tais ministérios se alimentam de desespero e conveniências. A volúpia expansionista do pregador, mesclado com a ganância e a necessidade do fiel, constitui-se a mistura exata para a elaboração e a divulgação de uma mensagem adocicada e irreal.
Quem, contudo, almeja controlar o espírito terá de ir em outra direção e investir seu tempo numa estratégia mais profunda, terá de se debruçar na janela da alma e conhecer-se visitando os cômodos interiores com a lamparina da Palavra em mãos.
Uma vida de oração para buscar a presença de Deus, sem tentar conquistar nada, depender totalmente de Deus, entregar-se, ser despretensioso. Fazer desse momento um auto-exame, uma vigilância, uma introspecção, uma vigilância: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação”.

Orar e meditar com espírito bereano, orar sem correntes, sem campanhas que são instrumentos de barganha e de manipulação. Orar com espírito voluntário e não com o espírito compulsório. Orar consciente da graça e não do mérito, sem querer nada mais a não ser maior graça. Orar confessando, vigiando, ficar em silência e descobrir que Deus não está na tempestade, nem no vento que despedaça a penha, mas no cicio, na quietude.
“Senhor não se elevou meu coração...não me exercito em grandes assuntos nem em coisas maravilhosas demais para mim. De certo eu fiz calar e sossegar a minha alma, qual criança desmamada pra com sua mãe tal é minha alma pra contigo”
Esse salmo não é muito apreciado por quem quer conquistar uma cidade.
A pergunta de Sérgio Pimenta continua atual:
"O que se esconde atrás do teu olhar, neste lugar onde o meu olhar não pode penetrar?
O que se esconde atrás do teu sorrir, neste lugar onde o mentir não vai se revelar?
Quando olha bem no íntimo através do teu sorriso o que será que Deus vê?
Bem além da tua lógica, bem atrás de tua estética o que será que Deus vê?
Uma alma já cansada de representar."
Que desperdício, passar a vida toda tentando conquistar a cidade, enganando-se a si mesmo, cantando uma vitória vazia e profetizando uma ficção.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

A CRISE DE IDENTIDADE DA IGREJA UNIVERSAL



Se a igreja universal do Reino de Deus (IURD) fosse uma ser humano e estivesse no divã de um psicanalista, seria diagnosticado um problema que a psicologia chama de Personalidade Múltipla. O aspecto essencial da personalidade múltipla é a existência de duas ou mais personalidades distintas dentro de um indivíduo, com apenas uma delas evidenciando-se a cada momento. Cada personalidade é completa, com suas próprias memórias, comportamento e gostos de forma bastante elaborada e complexa.
Há uma crise de identidade visível na IURD.
Por vezes a Universal é católica, de um catolicismo disfarçado, sutil, com suas indulgências e pequenas idolatrias. Os fiéis para ficarem livres de doenças lavam as mãos nas águas supostamente trazidas do Rio Jordão, o povo católico acostumado as novenas adaptam-se perfeitamente as chamadas correntes:
· Corrente do Amor
· Corrente dos Viciados
· Corrente da Libertação e do Caixão (realizada a meia noite de sexta-feira)
· Corrente do Tapete de Fogo
Mas dentro do mesmo corpo há uma outra personalidade mais parecida com Chico Xavier nos seus Cultos de Descarrego, nas vestimentas dos pastores, na prática de queimar as roupas velhas no inicio de cada ano. O uso de elementos mágicos como o sal grosso para afastar os maus espíritos, a rosa ungida, usada nos despachos e nas oferendas a Iemanjá, a água fluidificada, usada para credos espiritualistas a fim de trazer a influência espiritual para o corpo humano. O uso de fitas e pulseiras, o ramo de arruda para afastar coisas más e uma quantidade enorme de apetrechos aos quais se emprestam supostos valores espirituais que pode ser passados por seus usuários.
A IURD não somente emprega práticas pagãs superticiosas; usa também a nomeclatura do baixo espiritismo para se referir as entidades espirituais malignas. Enquanto as Escrituras silenciam quanto aos nomes dos demônios, mencionando apenas o líder deles que é Satanás. Dirigem-se aos demônios chamando-os de “Tranca-ruas”,”Pomba-gira”,”Exú”,”Caboclos” e “Pretos-velhos”, nomes empregados nos cultos de libertação.
Ainda dentro do mesmo corpo nós poderemos diagnosticar um materialismo patológico, exacerbado, que se manifesta nas suas arrecadações, na forma como pede dinheiro e oferecem cura em troca de grana. A igreja Univesal traz confusão com relação as Bênçãos financeiras.
Embora reconheçamos que nas Escrituras existem promessas divinas de retribuição material aos que contribuem generosamente para os pobres, necessitados, e para a causa do Reino de Deus, apontamos para o fato de que muito mais do que a fé e a quantia de quem dá, a ênfase recai sobre o propósito e a intenção do doador em dar livremente, sem nada esperar em troca. O verdadeiro ofertante não está interessado no que Deus lhe possa dar, mas em agradá-lo. O dinheiro na IURD ganha um status sacramental
Surpreendentemente, a IURD defende também o aborto, demonstrando assim um liberalismo ético, moral desconhecendo assim a visão bíblica sobre o assunto (leia o artigo no Blog “O Aborto e o Bispo Macêdo”)
Um outro lado de sua personalidade é institucional. A Universal é maior multinacional brasileira acusada de ser uma associação criminosa, cujo único objetivo é o enriquecimento. A Revista ISTO É de 12.11.1997 acusava Edir Macêdo e seus líderes de estarem “envolvidos com o tráfico de drogas e de armas no Paraguai e em Portugal. Na Bélgica a IURD foi acusada de envolvimento com o tráfico de drogas e armas. O relatório do parlamento belga não poupa críticas à igreja: “É uma grande empresa de calote”
Sinceramente, eu não percebo nenhum traço de personalidade evangélica. Em que a IURD é evangélica? Que traço de sua personalidade é protestante?
A igreja Universal não prega a verdadeira doutrina da salvação. Eles inventaram outra religião. Abandonaram o cristianismo. Não falam na cruz de Cristo e no poder do sangue de Jesus como solução para todo e qualquer problema espiritual. O sangue que corre nas veias da IURD não é o de Cristo, quando coagula vira grana, a universal se basta, ela tomou o lugar do calvário, o calvário agora são as Igrejas Universal do Reino de Deus.
A Igreja Universal crê que um cristão pode ser possesso por espíritos malignos. Este pensamento é claro no livro Orixas, Caboclos e Guias; Deuses ou Demônios no capítulo 15, “crentes endemoninhados”. As Escrituras ensinam que nenhum verdadeiro crente , em que habita o Espírito Santo pode ficar endemoninhado (II Coríntios 6.15,16)
A Igreja Universal do Reino de Deus crê em maldições hereditárias. Ou seja, a idéia de que existem espíritos familiares que acompanham as gerações de uma família, causando-lhes sempre os mesmos males e infortúnios. A verdadeira maldição na vida do homem é o pecado que nos foi transmitido por Adão. Lembremo-nos que o sacrifício de Cristo é suficiente para nossa libertação (Rm 3.25)
A Universal faz da demoniologia o assunto principal da sua teologia. A estratégia principal da “evangelização” é sempre confrontar e expelir as entidades do mal das pessoas, não só dela mas também de outras que adotam a “batalha espiritual”.
A IURD tem aparência de Igreja Evangélica, mas em sua essência é tudo menos evangélica.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

UM FELIZ NATAL QUANDO NEM TUDO É PAZ


Nossa reflexão está baseada no dilema do carpinteiro José e você poderá encontrá-la em Mateus 1.18-25.
O natal de José não foi tão festivo e tranquilo, ele era jovem e queria apenas se casar com Maria, moça mais encantadora de Belém. Mas seus planos foram interrompidos pela notícia escandalosa da gravidez de Maria e José então teve que aprender na prática que os pensamentos de Deus e os planos de Deus são mais altos do que os nossos e os caminhos de Deus são mais elevados do que as maiores montanhas. José pensava apenas em se casar com Maria, mas Deus queria se casar com os homens através do Jesus encarnado.
Vez por outra Deus interfere em nossos planos e a relação com ele fica estremecida.

Ele parece ficar a espreita, esperando que você planeje algo e aí Ele vem e muda tudo e as coisas terminam quase sempre do jeito dEle. Diz o Salmista que “o coração do homem pode fazer planos mas a resposta certa vem do Senhor.”


O coração de José se fechou quando os planos de seu coração foram mudados pelo Senhor. Pode ser que você esteja sofrendo com a Vontade de Deus.
Para agravar ainda mais a relação com o Deus do Natal ele não consultou José, não o avisou previamente sobre a mudança de planos, simplesmente abriu a agenda existencial de José e fez as suas anotações de como seria daqui pra frente. Isso causou um tremendo embaraço. Nós diríamos a respeito de qualquer pessoa que ela foi indelicada. Deus foi “indelicado” nem perguntou a José se ele queria ou não participar de tudo aquilo, simplismente entrou na festa de casamento de José e Maria e roubou a cena.

Você percebe que está tudo relativamente bem e então vem um divórcio. Você recebe um telefonema de um irmão que está radiante pelo primeira gravidez da esposa e na mesma semana uma voz grave do outro lado da linha te avisa a respeito do aborto. Você esta gozando de saúde emocional e então uma seta vem, não sei de onde, e você cai ferido pela depressão...

A relação com a trindade nem sempre é tranqüila, o Espírito Santo colocou José numa enrascada. Não queremos que os problemas, principalmente os familiares se tornem públicos, mas como esconder uma gravidez? Como esconder um filho drogado, um marido pego em adultério, uma filha que é mãe solteira, um eterno desemprego, uma falência financeira, uma doença incurável?

“Você viu o que o filho dele fez?”

“Você soube que ele vendeu a casa para pagar as dívidas?”

Nós gostaríamos que o Deus do Natal fosse mais reservado e que não fizesse tanto barulho em sua oficina.

José mudou os planos.

Os planos de Deus não são fáceis.

José faz novos planos, arruma sua bagagem e resolve sair da cidade sem rumo.

Desta vez seus planos são secretos.

Ele se deita na cama de casal que ele havia construído, demora a pegar no sono mas finalmente sua alma “descança” madrugada a dentro, então Deus resolve intervir nos sonhos de José e faz isso conosco também evitando que nossos sonhos se tornem pesadelos existenciais.

Certamente José estava com aquela pergunta básica, humana, aquela que todos nós fazemos, até mesmo aqueles que são mais “espirituais”: Por que eu? Tem tanto Zé aqui em Nazaré? Zé de Fia, Zé de Fatinha, por que tem que ser o Zé de Maria?
Puxa Senhor por que estou passando por esse vexame?
O anjo responde a pergunta que está oculta no seu subconsciente: “Isto aconteceu para...”

Então José descobre que nada é por acaso, que tudo faz parte de um plano maravilhoso, que cada “incidente” ou “acidente” é um peça no quebra –cabeças divino. Com essas pecinhas-circunstâncias Deus monta o cenário maravilhoso do Natal. Aquela pecinha-problema se encaixa muito bem no cenário do menino Jesus.
José ainda tem uma pergunta que quase sempre rouba os nosso sono e nossos sonhos: “Entendo agora, mas como posso ver o teu amor por mim em meio a um lar em escombros?”

“Olhe para o Filho de Deus!” responde o anjo na madrugada fria de Nazaré.
Não olhe para as circunstâncias, olhe para Jesus.

“Receba o Príncipe da Paz em tua manjedoura, em teu coração.”

Acorde José!

José nem se lembra de desfazer as malas da imprudência e da murmuração, voa como um menino pelas ruas de Nazaré, corre para os braços de Maria...

Acolhe o vexame com amor maior ainda.

"Maria!!!", sua voz alegre ecoa por toda Nazaré

Quem é a tua Maria?

Um pai alcoólatra?

Uma esposa doente?

Um irmão ferido?

Um filho embriagado?

Conheço um "José" em minha cidade que acolheu o irmão alcoólatra por mais de trinta anos em seu coração, em seu lar. Depois de todos aqueles anos de acolhimento seu irmão subitamente encontrou-se com o menino Jesus e eu pude vê-lo recentemente cantando num lindo coral.

Não desista, um dia você também irá ver “Maria” num grande coral?

Feliz Natal pra todos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

O Que Penso sobre o Crescimento Numérico das Igrejas Evangélicas


“Os evangélicos celebram a expansão de sua fé com a construção de santuários gigantes nos quais o culto é um show e o pastor seu principal astro”

Este é o sub-título da matéria OS TEMPLOS-ESPETÁCULOS que a revista Veja publicou nesta semana. Segundo o articulista “os novos templos são verdadeiras casa de espetáculo, com sistemas de som e luz semelhantes aos de shows de rock”

Não tenhamos dúvida que a religião cristã que mais cresce no mundo é a evangélica, só no Brasil somos 18% da população. Nos EUA há cerca de 55 mega-templos alguns com a capacidade de 50 mil fiéis. Os evangélicos estão crescendo muito numericamente.
Sei que muitos pastores ao lerem estas notícias vibram e se locupletam, eu contudo, confesso que não sinto essa euforia toda pois tenho uma visão diferente. Contudo sei que o evangelho continua crescendo no mundo todo e sei que Deus na sua soberania planejou igrejas grandes e pequenas.

No passado já me senti atraído pelo truque do sucesso ministerial, aqueles truques tão conhecidos que fazem a igreja crescer. Mas hoje tenho um visão crítica sobre o crescimento numérico da igreja pela via administrativa. Minha tese de mestrado está pautada na idéia de que a imagem do pastor está sofrendo um tremendo desgaste. A figura do pastor com o cajado na mão está desaparecendo, pois os pastores trazem a mão não o cajado do pastoreio, mas cajado da administração, os pastores se tornaram gurus administrativos, gurus de gestão moderna.

Veja o que diz Eugene Peterson:

“Os pastores estão abandonando seus postos, desviando-se para a direita e para a esquerda, com freqüência alarmante. Isso não quer dizer que estejam deixando a igreja e sendo contratados por alguma empresa. O que estão abandonando é o posto, chamado; Prostituindo-se após outros deuses. Os pastores se tornaram em um grupo de gerentes de lojas, sendo que os estabelimentos comercias que dirigem são as igrejas. As preocupações são as mesmas dos gerentes: como manter os clientes felizes, como atraí-los para que não corram para a loja concorrente, como embalar os produtos de forma que os consumidores gastem mais dinheiro com eles. Esses empreendedores tem a mente ocupada por estratégias semelhantes às de franquias de fast-food e, quando dormem, sonham com sucesso que atrai a atenção da mídia.”

Os tecnopastores engessaram a eclesiologia bíblica. O que antes na igreja primitiva acontecia de forma sobrenatural, pela ação do Espírito Santo, hoje se dá pela via natural da administração eclesiástica. O livro de atos se tornou um manual de crescimento numérico para os tecnopastores muito importante e não um livro que narra como o Espírito Santo agiu quando a igreja engatinhava em termos de estrutura administrativa. Desconfio que a fonte do crescimento das igrejas hoje não seja a mesma do livro de Atos.
Vejo a arrogância nas palavras de um pastor renomado fazendo referencia a um livro de administração eclesiástica: “Depois do livro de Atos este é o melhor livro de administração eclesiástica”.

A alguns anos atrás, eu estava viajando de ônibus para São Paulo e de madrugada ouvi pelo rádio um pastor contando que foi a um retiro de pastores e numa conversa animada entre pastores surgiu a curiosidade de saber quantos membros tinha na igreja de cada pastor. Um então disse que tinha cinco mil, outro disse que tinha dois mil...Então o pastor que estava contando a história disse quando perguntado que tinha setenta membros depois de alguns anos de ministério. Um dos pastores disse: “Você deve estar debaixo de alguma maldição!” Ele olhou para o colega e disse: “Não! Pelo contrário, eu acredito que vocês estão em maus lençóis, pois eu vou dar conta diante de Deus por 70 almas e não gostaria de estar na pele de vocês dando conta de 5000 almas.”

Finalmente, continuo crendo que número é soberania de Deus quando a igreja está realmente debaixo da autoridade do Espírito Santo, pois o “Senhor acrescentava aqueles que iam sendo salvos” como nos diz o livro de “Atos do Espírito Santo”.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

O Papado e o Apostolado Evangélico


Vamos fazer uma caminhada sobre a pavimentação histórica do papado dentro dos muros do catolicismo e sua semelhança com o movimento evangélico atual.

O Primeiro passo foi o paganismo no culto cristão.

A igreja católica viveu intensamente o paganismo desde os tempos em que Constantino, imperador romano, unificou o Estado a Igreja até o anos 400 A.D. Neste período muitos pagãos entraram na igreja, sem conversão. Criando assim uma ambiência para que a igreja tivesse também um sistema político dentro de sua estrutura. O Estado se cristianizou neste período e a igreja se estatizou.

Por sinal creio que a igreja evangélica brasileira esteja repetindo esta história com o seu crescimento numérico ingente que parece ser fruto mais de adesão do que de conversão. Se for isso, mais cedo do que imaginamos veremos a igreja evangélica paganizada e secularizada.

Neste período nasce também a adoração dos santos. Era natural que se tributasse honra aos mártires por sua firmeza. Contudo com a presença de uma massa de não convertidos no seio da igreja, que estava acostumada aos deuses das suas cidades e aos seus lugares sagrados, esta honra se tornou uma adoração em pouco templo.

Os santos passaram a ser considerados como perquenas divindades cuja intercessão era valiosa diante de Deus. Os lugares onde nasceram e viveram foram considerados santos. Surgiram assim as peregrinações e a veneração de relíquias.

O segundo passo foi o ofício do bispo.

Num segundo momento houve um engrandecimento do ofício do bispo católico que tinha ido tão longe que se considerava a verdadeira igreja constituída somente deles; a igreja era o bispo e aqueles em comunhão com ele. Quando se reuniam todos os bispos, julgava-se que a Igreja estava reunida.

Mas uma vez, me perdoem a observação, mas a igreja evangélica novamente imita o catolicismo histórico com o engrandecimento do ofício apostólico. A igreja é hoje o apóstolo e quem não estiver na visão do apóstolo não é igreja. Surge assim um colegiado apostólico que está se preparando para se tornar no futuro algo pior. A igreja evangélica nunca foi tão católica como nestes dias.

O terceiro passo foi conseqüentemente a centralização da autoridade.

Começa na igreja católica um processo de centralização de autoridade com o aparecimento do bispo com caráter monárquico, isto é, do bispo que a principio é somente o dirigente de uma igreja e depois aparece como o governador de uma diocese. Na versão evangélica brasileira o nome desse papa é Rene Terra Nova, governador da diocese do Brasil.

Surgem os bispos metropolitanos no quarto passo histórico.

Por esta época a idéia de diocese tomou grande desenvolvimento, tornando cada vez maior o poder dos bispos. . Mais adiante os bispos das capitais das províncias romanas tornaram-se naturalmente mais importantes que os demais. Eles foram chamados de bispos metropolitanos e cada um exercia superintendência sobre os demais bispos e suas dioceses.

Observe que no caso católico quanto evangélico a questão do poder está sempre por trás, nas motivações e nas entrelinhas.

O quinto passo foi nomear cinco bispos dentre os demais.

Com um passo mais adiante na centralização, cinco bispos se levantaram acima dos demais, e foram considerados patriarcas, e que eram: O bispo de Roma, o de Constantinopla, o de Alexandria, o de Antioquia e o de Jerusalém.

Veja se não parece com apóstolo de Salvador, do Rio de Janeiro e assim por diante.

No sexto passo completa-se o desenvolvimento da igreja Católica.

Pelo ano de 400 já se verifica o completo desenvolvimento da igreja Católica, com sua organização hierárquica completa, o clero exercendo demasiado domínio espiritual sobre o povo e o culto impressionante e cheio de mistérios.

Cultos impressionantes fazem também os evangélicos nas megaigrejas, na versão atual chamado de Show, onde o povo também fica a mercê do domínio espiritual e os mistérios são enfatizados.

No sexto passo histórico dá-se credito a doutrina agostiniana

A doutrina agostiniana cria que os primeiros bispos da igreja foram escolhidos pelos apóstolos. Estes por sua vez receberam de Jesus a autoridade sobre a igreja e o poder de constituir bispos. Segundo Agostinho somente os bispos podiam ministrar o verdadeiro ensino cristão que conduz a salvação. Mais ainda: ùnicamente eles foram os guardas dos verdadeiros sacramentos. Enfim Agostinho ensinava que a verdadeira igreja se caracterizava por seus bispos possuírem a legítima sucessão apostólica. Somente na Igreja Católica, a igreja destes bispos, havia salvação. Sem comentário.

Oitavo passo: cresce o poder do bispo de Roma.

Entre os cinco patriarcas, os dois mais importantes eram: o de Roma e o de Constantinopla, as duas principais cidades do império. Inevitavelmente, o bispo de Roma dispunha de um poder que nenhum outro poderia conseguir, pois ele era bispo da antiga capital do mundo. Por muitos séculos Roma impôs sua autoridade sobre o mundo inteiro.

E finalmente Pedro foi considerado o primeiro papa.

No quinto século a igreja católica ensinava que Cristo deu a Pedro autoridade sobre os demais apóstolos e que Pedro foi o primeiro bispo de Roma. Concluía-se assim todo o processo que culminou no trono papal.

Quem se assentará no trono evangélico no Brasil?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O Aborto e o Bispo Macêdo


Mais uma vez o bispo Edir Macêdo está errado ao se posicionar a favor do aborto.
O aborto é a expulsão prematura do feto ou embrião antes que a sobrevivência fora do útero seja impossível. É o encerramento da gravidez em qualquer período antes que o feto, ou bebê tenha atingido o período de viabilidade, isto é, o momento no qual o bebe está capacitado a viver fora do ventre materno.
A cada vinte quatro horas é praticado no Brasil cerca de 3835 abortos e 137 mil vezes no mundo. Calcula-se que ocorram no Brasil 1,4 milhão de abortos no Brasil e 50 milhões no mundo anualmente.
O bispo está errado pois a Bíblia valoriza a vida intra-uterina. O Salmo 139.13-16 nos mostra isto claramente.
A palavra hebraica golem, traduzida por “substância” no verso 16 faz referência ao cuidado pessoal de Deus por ele mesmo durante as quatro ou cinco primeiras semanas de vida do feto. O salmista fala destra “substância” de maneira pessoal, conforme a Bíblia esta substância é uma pessoa, mas os cientista defendem o aborto neste estágio. Não é a penas uma substância é um ser, uma pessoa. A vida humana começa na fecundação.
É importante observar a linguagem primitiva mas muito reveladora. Quando o salmista diz “tu me teceste” usou o verbo hebraico que significa tricota, ou entrelaçar. É como se o criador tomasse os fios da existência e trançasse dando forma a vida física do feto. Para mim estes fios com o qual o salmista foi tecido nada mais são do que os fios do DNA.
A vida começa na concepção pois todos os dados genéticos que definem o novo ser humano já estão presentes na substância ainda informe. E isto deveria levar as mulheres a terem mais cuidado com os métodos anticoncepcionais. O DIU, por exemplo é abortivo pois já houve a fecundação, o melhor é usar outro método que não este.
O bispo está na contra-mão das Escrituras.
Stênio de Araújo Verde

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Salvação no Tempo e na Eternidade


"Cristo, segundo as Escrituras, morreu no passado eterno para ofertar a salvação por toda a eternidade ao homem e, verteu a sua vida no tempo, no calvário, para que tanto no tempo quanto na eternidade possamos gozar de sua tão grande salvação. Aleluia!!!"


ORAÇÃO DE FILHO


Pai, sou eu, teu filho, teu amor
Volto a tua presença.
Não quero mais me afastar de ti
Andar vazio
Quero encher teu coração de tanta alegria
Até que trasborde o teu coração de gozo
Do teu cálice-coração para o meu.
Desejo ter um vida tal
Que ao proferir as primeiras palavras
“Considera-me um de teus...”
Seja eu interrompido por tua graça
E veja teu rosto arredondado de ternura e compaixão
Pai
Almejo reclinar minha fronte cansada
Em teu colo macio e paternal
Sentir o cheiro do teu manto santo
E na intimidade sussurrar
Te amo!
Desejo muito estar pertinho
E juntinho abraçar-te
Caminhar contigo neste meu caminho
Em profundo amor e gratidão
Pela acolhida, pela casa e pão.
Quem poderia oferecer-me todo este deleite
Volto humildemente à oração
Sinto tua mão afagar-me os cabelos
Leve, sinto leve o coração
Almejo ouvir o som alegre dos folguedos
Pois estava morto e revivi
Estava perdido e fui aqui achado
Pelo teu perdão
Alegremo-nos meu Pai, juntos
Tu em mim e eu muito mais em ti, festejemos...
Hoje, amanhã e sempre
Amém!
Vitória da Conquista, 23 de novembro de 2007.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Sua Cidade é do Senhor Jesus?


O mundo inteiro será em breve do Senhor Jesus Cristo. Neste tempo tudo o que hoje é parcial será perfeito em seu reinado universal. O Reino de Deus não apenas estará em nós, como disse Jesus, mas se estenderá para além de nós e dominará cada centímetro quadrado desse planeta. Tudo o que hoje é manifestação parcial do reino se mostrará integralmente, será pleno em toda a sua glória. Aquele que está assentado sobre o trono do universo governará com seu cetro a política, os governos, os povos todos, cidades, povoados, multidões e recantos longínquos dessa terra serão abençoados por seu reino de amor. Ninguém precisará declarar nada, ele estará em tudo, em todos, em todos os lugares em todas as manifestações culturais, na arte, na ciência, na música, nos negócios, em todas as manifestações e criações humanas, em tudo, tudo, tudo...
O reinado de Cristo se caracterizará pela justiça perfeita. O profeta assim espressa aqueles dias: "Eis que vem dias, diz o SEnhor, em que levantarei a Davi um renovo justo; e ,rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra (11.4). Isaías nos diz qu ea justiça será o cinto dos seus lombos (11.5). Todos serão tratados sabia e justamente. Esta justiça não será feita apenas a alguns privilegiados. Ela estará nas mãos de todos. Se Cristo fosse de fato Senhor de qualquer cidade não haveria ali injustiça.
Naqueles dias haverá um derramento do Espirito Santo e não haverá espaço para os falsos avivamentos de nossos dias (Joel 2.28,29). Esta profecia foi parcialmente cumprida no dia de Pentecostes. Mas nos dias do Reinado de Cristo teremos um Pentecoste Pleno pois o cumprimento total desta profecia virá duante o milênio como mostram os outros versículos de Joel. Ninguem precisará declarar que é avivado ou colocar uma placa na frente da igreja para declarar que é pentecostal. No reinado de Cristo não teremos falsos avivamentos. Será tão abrangente esse avivamento do Espírito Santo que seu resultado será a salvação em massa. Naqueles dias qualquer cidade poderá declarar que é do Senhor Jesus pois todos os seus habitantes serão cheios do Espírito Santo. Não teremos bêbados na rua, nem assasinos no presídio José Gonsalves, não verem pessoas aderindo a seitas religiosas nem famílias destruídas pelo pecado. Nesse dia todos vão declarar e não apenas um grupo de evangélicos que Vitória da Conquista é do SENHOR JESUS. Isaias se vê vivendo naquela observando os homens se abeberando nas águas da fonte da Salvação. (12.3).
Haverá um estado de paz, uma paz maravilhosa. Não haverá guerra durante o milênio. A guerra terá sido a praga da história. Miqueias fala que "estes converterão as suas espadas em relhas de arados, e suas lanças em podadeiras, uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra" (4.3). Se Cristo fosse de fato do Senhor Jesus não haveria tanta violência, tantas "espadas e lanças" ferindo nosso povo, nossa gente. No milênio de Cristo não haverá morte sumária, nem ganges, nem estupradores. As cidades gozarão da paz social.
Preciso dizer ainda que não haverá escassez de água (Is 35.6,7) nem deficiencias físicas e todas as doenças serão curadas. (Is 35.5,6). As curas serão verdadeiras e não haverá lugar para curandeiros de plantão, evangélicos ou não, nem para igrejas que prometem falsas curas. Naqueles dias não haverá cura de hora marcada nem em lugares estratégicos. Em todo mundo pessoas serão curadas, ali sim a cura será universal.
Maranata, ora vem Senhor Jesus.
Stênio de Araújo Verde