
A CONFISSÃO DE FÉ E A SOBERANIA DE DEUS
Nos círculos evangélicos neopentecostais os verbos exigir, decretar, determinar e reivindicar substituem os verbos bíblicos pedir, rogar e suplicar. Estes últimos sumiram do linguajar da oração. Os crentes agora não pedem mais nada a Deus, exigem que a divindade se curve aos desejos e cobiças matérias e “espirituais”.
Um dos pais dessa TEOLOGIA DEFORMADA foi Kenned Hagin que afirma num de seus livros: “A palavra pedir em João 14.13 também significa exigir”. Algo insustentável pois estes verbos não tem o mesmo sentido no original grego.
Bem daí pra frente vocês podem imaginar os desdobramentos heréticos que se deram aqui no Brasil. R.R. Sores, por exemplo, fez a seguinte observação: “Usar a frase ‘seja feita tua vontade’ em oração pode parecer espiritual e demonstrar atitude piedosa, mas isso destrói a própria oração”. Então a oração de Jesus no Getsemani foi destruída quando Ele disse: Contudo, não seja como eu quero e sim como tu queres”. Então ele deveria ter exigido ou decretado? Esta expressão não destrói a oração, antes destrói a presunção e o orgulho daquele que ora e é exatamente isso que potencializa a oração. É exatamente o inverso do que Soares afirma.
Paul Yong Cho atravessa ainda mais a fronteira do bom senso ao afirmar no seu livro A Quarta Dimensão que o subconsciente (A quarta dimensão) pode afetar o mundo espiritual físico em nosso favor. Ele ensina que uma lei de fé chamada “incubação” ao afirmar que “devemos ficar grávidos do que desejamos até que o recebamos”. Esta é a verdadeira gravidez indesejada, pois é fruto de uma relação incestuosa com a mentira acreditar que o nosso subconsciência pode criar a realidade. Isto é, se você engravidar de um Honda Civic, e creio que muita gente toparia ser barriga de aluguel dessa idéia, mais cedo ou mais tarde estará na garagem da sua casa e se você mentalizou bastante a cor, acessórios e itens de conforto e segurança vai ter tudo o que decretar.
Bem, creio que todos já entenderam The Secret Gospel . Sempre há uma motivação espúria por trás dessas doutrinas, um desejo intra-uterino pela prosperidade financeira, é quase sempre isso.
No Novo Testamento grego “pedir” que aparece em João 14.13,14 e em muitos outros textos do Novo Testamento é aiteo que sugere a atitude de um suplicante, uma petição de alguém que está em posição menor que a daquele a quem é feita a petição. Sair da posição de suplicante é assumir o lugar divino, é se tornar um deus que decreta soberanamente a sua vontade. É colocar Deus como súdito da nossa fé e escravo da nossa vontade quase sempre egoísta (Jr 17.9).
É significativo que o Senhor Jesus nunca usou aiteo no sentido de fazer um pedido ao Pai. Ele usou a palavra arateo , um pedido em termos de igualdade (João 14.6) visto ser Ele Divino não decretou nada, mesmo sendo Deus-homem, SUPLICOU ao invés de DECRETAR.
A doutrina da confissão positiva fere frontalmente a doutrina da soberania de Deus.
Continuemos pedindo, rogando e suplicando.
Stênio de Araújo Verde
Nos círculos evangélicos neopentecostais os verbos exigir, decretar, determinar e reivindicar substituem os verbos bíblicos pedir, rogar e suplicar. Estes últimos sumiram do linguajar da oração. Os crentes agora não pedem mais nada a Deus, exigem que a divindade se curve aos desejos e cobiças matérias e “espirituais”.
Um dos pais dessa TEOLOGIA DEFORMADA foi Kenned Hagin que afirma num de seus livros: “A palavra pedir em João 14.13 também significa exigir”. Algo insustentável pois estes verbos não tem o mesmo sentido no original grego.
Bem daí pra frente vocês podem imaginar os desdobramentos heréticos que se deram aqui no Brasil. R.R. Sores, por exemplo, fez a seguinte observação: “Usar a frase ‘seja feita tua vontade’ em oração pode parecer espiritual e demonstrar atitude piedosa, mas isso destrói a própria oração”. Então a oração de Jesus no Getsemani foi destruída quando Ele disse: Contudo, não seja como eu quero e sim como tu queres”. Então ele deveria ter exigido ou decretado? Esta expressão não destrói a oração, antes destrói a presunção e o orgulho daquele que ora e é exatamente isso que potencializa a oração. É exatamente o inverso do que Soares afirma.
Paul Yong Cho atravessa ainda mais a fronteira do bom senso ao afirmar no seu livro A Quarta Dimensão que o subconsciente (A quarta dimensão) pode afetar o mundo espiritual físico em nosso favor. Ele ensina que uma lei de fé chamada “incubação” ao afirmar que “devemos ficar grávidos do que desejamos até que o recebamos”. Esta é a verdadeira gravidez indesejada, pois é fruto de uma relação incestuosa com a mentira acreditar que o nosso subconsciência pode criar a realidade. Isto é, se você engravidar de um Honda Civic, e creio que muita gente toparia ser barriga de aluguel dessa idéia, mais cedo ou mais tarde estará na garagem da sua casa e se você mentalizou bastante a cor, acessórios e itens de conforto e segurança vai ter tudo o que decretar.
Bem, creio que todos já entenderam The Secret Gospel . Sempre há uma motivação espúria por trás dessas doutrinas, um desejo intra-uterino pela prosperidade financeira, é quase sempre isso.
No Novo Testamento grego “pedir” que aparece em João 14.13,14 e em muitos outros textos do Novo Testamento é aiteo que sugere a atitude de um suplicante, uma petição de alguém que está em posição menor que a daquele a quem é feita a petição. Sair da posição de suplicante é assumir o lugar divino, é se tornar um deus que decreta soberanamente a sua vontade. É colocar Deus como súdito da nossa fé e escravo da nossa vontade quase sempre egoísta (Jr 17.9).
É significativo que o Senhor Jesus nunca usou aiteo no sentido de fazer um pedido ao Pai. Ele usou a palavra arateo , um pedido em termos de igualdade (João 14.6) visto ser Ele Divino não decretou nada, mesmo sendo Deus-homem, SUPLICOU ao invés de DECRETAR.
A doutrina da confissão positiva fere frontalmente a doutrina da soberania de Deus.
Continuemos pedindo, rogando e suplicando.
Stênio de Araújo Verde

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