terça-feira, 27 de novembro de 2007

RAZÕES PARA VOLTAR A ORAÇÃO


Já falamos bastante sobre o texto de Mateus 8.1-4 e quem sabe pela última vez eu compartilhe com você algumas coisas que tem transformado minha vida espiritual nestes últimos dias. Por favor, leia o texto antes de refletirmos juntos.
Por que será que Deus nos manda orar, e nos dá tantos incentivos textuais para que nos curvemos diante de Deus em profunda oração? Bem, tenho descoberto que o motivo principal não é para nos responder as petições fervorosas que fazemos, lógico isso faz parte, mas não é a coisa principal.
O nosso amigo leproso, queria apenas ser curado, você não acha que ele é bem parecido conosco, queremos que Deus atue e responda as nossas orações e ponto final. Era isso que o leproso esperava e é exatamente isso que esperamos de Deus.
Mas a resposta a oração não é o fim da oração é o início. Ser respondido por Deus é a etapa intermediária, é a transição que te prepara para receber as orientações. Você precisa estar curado, limpo, purificado para ouvir as orientações.
A cura deu ao leproso algo que ele não esperava, ouvidos sensíveis a orientação do mestre.
O ex-leproso estava já de saída e não via a hora de contar a todos o grande milagre. A oração não acaba com a resposta de Deus. Jesus disse: Olha, não contes nada a ninguém, mas vai mostrar-se ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés ordenou para que te sirva de testemunho ao povo”
Através de uma vida de oração nosso ímpeto é tratado, nosso primeiro impulso, quase sempre perigoso e carece e precipitado. Sem a oração sempre seremos enganados pela nossa mente e tomaremos decisões impensadas que estorvarão o nosso caminho.
Você está desorientado? Tem decisões difíceis de serem tomadas? Não sabe administrar a benção do casamento, do emprego, das finanças. Então é preciso voltar a uma vida de oração.
Agora se prepare, pois você esta planejando correr e contar a todos e começar aquele projeto e aí ele vai e te diz: “Olha não contes nada a ninguém...”
O leproso estava louco pra dar um grito de aleluia e contar a bênção no culto de oração e aí Jesus diz NÃO.
Em oração os caminhos aparentemente lógicos, corretos se revelarão malignos.
Há caminhos que ao homem parecem ser bons mas no final são caminhos de morte.
Meus queridos amigos há situações tão pessoais, que nem sacerdote e nem igreja saberão orientar, somente uma vida de oração pode te dar audição interior. Coisas que somente na intimidade da oração serão resolvidas, orientações vitais que te farão sábio.
Agora, veja, eu fico impressionado com Jesus, ele remete o ex-leproso ao sacerdote. Que coerência, que lisura. Nós precisamos também de pessoas espirituais que complementarão as orientações de Jesus.
A oito anos atrás, eu e minha esposa passamos por um momento delicado no ministério, o tempestade da oração bateu com força em nosso telhado de zinco. Quando morei entre os índios Yanomamis no norte do Brasil, nossa casa tinha um telhado de zinco, era ensurdecedor o barulho da chuva torrencial. Há chuva circunstancias que te deixam surdos e você fica sem orientação. Até que resolvi procurar um sacerdote, um grande amigo, um homem espiritual, e depois de me ouvir pacientemente e ver lagrimas que jorravam de minhas de meus olhos, disse pacientemente: “saia da cidade por um tempo”.
Foi a melhor orientação que ouvi, e posso dizer, sobrevivi! E não apenas sobrevivi, eu vivi e deixei Deus resolver o que eu não podia.
Se está chovendo no seu telhado de zinco, procure um “sacerdote”, uma esposa sacerdote, um marido sacerdote ou até mesmo um pastor-sacerdote. Você verá que as orientações necessárias serão dadas.
E finalizando eu te diria que algumas orientações serão dadas em meio a comunhão com a igreja. A igreja é imprescindível no processo de orientação espiritual. Repito, nós precisamos da igreja-pessoa, igreja local de preferência. Cumprir o ritual, a liturgia, fazer a oferta como disse Jesus.
Qual é o rito? É batismo? Classe de Jovens, intercâmbio, café da manhã...
São nestes momentos que as orientações acontecem entre conversar amigáveis, entre cultos de oração e assim por diante.
Nós precisamos da comunidade e a comunidade precisa do nosso testemunho pois ele trará orientações ao coração de alguma pessoa. Quem não cultiva relacionamentos fica desorientado, é ovelha desgarrada, é ovelha faminta, desesperada.
As orientações finais de Deus acontecem no aprisco.
Estive no fazenda dos irmão Carlson e Irene nesta última sexta-feira, e lá estava eu olhado as ovelhinhas se alimentando no coxo, o alimento parecia tão prazeiroso que as ovelhas batiam com o focinho no cocho e qual não foi a minha surpresa quando vi quatro ovelhinhas desgarradas que atraídas pelo som do cocho se aproximaram.
Fiquei com medo de abrir a porta do curral pensando que as ovelhas que estavam dentro sairiam, então deixei a porta entreaberta e as desgarradas voltaram para o aprisco.
Fiquei pensativo, ovelhas desgarradas passam fome, dormem ao relento. Batem com o focinho na parede ao invés de bater no cocho, mas a porta da igreja está sempre aberta.
Ah! Vocês acham que as ovelhas que estavam comendo pensaram em sair da comunhão? Nenhuma delas se aventurou pois quem está em comunhão plena com sua igreja não fica desorientado.
Minhas ovelhinhas virtuais, voltem a oração, ao sacerdote e a igreja e eu lhes prometo que o bom pastor irá conduzir a cada um aos pastos verdejantes.
Um abraço bem apertado
Vitória da Conquista, 28 de novembro de 2007.

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